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Alimentação de Répteis

por Veterinária Reino Animal

Postado em agosto de 2018


Os répteis vêm tomando cada vez mais espaço quando se trata de pets, uma vez que são animais com uma beleza exuberante e que demandam de baixos custos de manutenção e despesas quando comparados com os bichos de estimação que estamos acostumados, como cão e gato.

Mas temos que ficar atentos a nutrição que possui suas particularidades, por isso devemos ficar cientes da biologia de cada animal antes de termos ele em nossas casas.

A saúde dos répteis em geral, criados em cativeiro, está diretamente ligada à forma de como são criados. E a principal causa de doenças nesses animais é a dieta oferecida de forma errada, tendo a manutenção em recintos impróprios como segunda maior causa de doenças, distúrbios que ocorrem com maior freqüência é a Anorexia, a DOM e Hipovitaminose A e Hipervitaminose D, Gota úrica, Obesidade e outros distúrbios.

A dieta varia de acordo com a idade, habitat, estação do ano e região geográfica. Os indivíduos adultos são mais oportunistas e versáteis, e sua dieta pode ser mais variada do que a dieta dos animais jovens, que é limitada em função do tamanho da presa (HERNAN-DEZ-DIVERS, 2006; SANTOS, 1997). É por este fato que quando em cativeiro, necessitam de uma dieta.

O fator temperatura é muito importante, pois mesmo uma alimentação bem balanceada será desperdiçada devido a uma digestão inadequada caso o manejo esteja incorreto (MAYER, 2008). Temperaturas muito baixas não irão permitir a atividade normal das enzimas gástricas, pancreáticas e hepáticas e mesmo nos répteis mais adaptados ao cativeiro poderá alterar o apetite, ou a digestão e assimilação da dieta (FRYE, 1991; SCOTT, 1992). O comportamento alimentar é também influenciado pela luz. Se há uma iluminação inadequada, pode haver recusa do animal a alimentar-se, mesmo se a temperatura ambiental e outros fatores estiverem satisfatórios (FLOSI et al., 2001). As patologias relacionadas com a nutrição é classificada por Mayer (2008) em 2 grupos etiológicos: deficiência ou excesso de nutrientes.

Conclui-se que, em cativeiro, todos os animais apresentam alguma forma de distúrbio nutricional devido a erros de manejo. Deve-se, portanto, buscar ajuda de profissionais para correções de manejo, possibilitando que sejam feitas as adequações necessárias para melhor qualidade de vida dos animais e melhor aproveitamento de sua dieta. Os maiores problemas são advindos da desinformação, e mesmo com todo esforço, nada é perfeito como na natureza, onde tudo se completa. Faz-se necessário a realização de pesquisas, frente à grande variedade das espécies, que contribuam não somente para o aumento da sobrevida dos animais em cativeiro, quanto para o bem estar dos mesmos e ainda, para a biologia da conservação que extrapola os conhecimentos de cativeiro para animais de vida livre e vice versa. Pois se verifica que o maior problema enfrentado por esses animais em cativeiro é a desinformação do proprietário.